23.6.07

Será que mereço?



Acabei de receber um mail de uma amiga, conhecida em 2002, em contexto profissional.
Fiquei estática ao lê-lo, pois no meio as palavras começaram a soar fortes e doces e eram sobre mim.
Tendo em conta quem o escreveu, o seu significado é grande, pois considero vindo de uma Grande Pessoa.
E questiono-me: "Será que mereço tais palavras?". Talvez. Obrigada!

"(...)
Achei muito interessantes os teus projectos. Acho-te uma pessoa com uma enorme capacidade de trabalho, resistência e criatividade! De todas as pessoas que já conheci és diferente! Não no sentido em que todos o somos, mas porque tudo em ti, apesar de não dissonante com a norma, se apresenta de forma única! Talvez não consiga explicar bem, mas, o teu sentido de humor é distinto, mais apurado; o teu olhar, perspicaz; a tua linguagem, destemida e frontal e a tua atitude, face aos outros, isenta e calorosa, ao mesmo tempo. Acho que te distingues facilmente! Gostei muito de te conhecer, na PRP, e espero que encontres gratificação e valorização no(s) rumo(s) que escolheres!
(...)"

25.5.07

Atendimento e aparência

Nas lojas de roupa feminina, segundo reza a história, entra-se sem cartão de consumo mínimo obrigatório ou reservado o direito de admissão.
Em Coimbra, numa loja de roupa conhecida, o mau atendimento (desprezível?) da Gerente de Loja foi largamente compensado pelo atendimento personalizado, educado, prestável e simpático de uma funcionária "normal".
Talvez por ser "normal" não lhe tenha feito confusão que um espécime "normal", de calça de ganga, camisola leve e sapato-sapatilha, com carteira à tiracole, cabelo apanhado e sem maquilhagem, tenha ali entrado. Digo "ali" porque me refiro a uma loja "gama média-alta".
De um péssimo atendimento passei a um atendimento de primeira, em que a simplicidade e naturalidade foram bidireccionais.
No final, saí de lá com 2 sacos: uma "loucura" num deles, fruto de uma "paixoneta" de quem fez anos há dias e acha que merece.
Mas antes de sair, a confirmação: qualidade de atendimento e aparência do cliente estão, erroneamente, ligados!
A cara da dita senhora ao ouvir o meu "Vou levar!" e, posteriormente, já desfeita em simpatias, ao olhar para o meu cartão. Só mais tarde me recordei do raio do apêndice do "Dr.".
Educação é bonita e desejei-lhe boa-tarde. À funcionária agradeci o tempo que lhe ocupei e a disponibilidade. Teve direito a um dos meus mais sinceros sorrisos e a um "bom resto de dia".
Tal como lhe desejo um bom resto de carreira e que, rapidamente, seja ela a Gerente daquele espaço, pois mérito não lhe falta. Para já, ficou ela com a comissão.
São eles que perdem, mas sou eu que tenho vergonha! Porque... é a tacanhez em que vivemos!

9.5.07

Celeste

Para uma Prima que deixa muita saudade.
Que a travessia seja luminosa e serena.
O carinho será eterno.

8.5.07

Semana Mundial Pelo Parto Respeitado


Apesar de menos activa do que desejava, orgulho-me demais de ser Delegada pelo Distrito de Viseu da HumPar e por ter iniciado esta caminhada, que se mostra cada vez mais bela.

A semana de 7 a 13 de Maio é a "Semana Mundial Pelo Parto Respeitado". Mais uma razão para me sentir orgulhosa da minha data de nascimento!!

Com a preciosa colaboração da congénere argentina "Dando a Luz", a HumPar traduziu e lançou no seu site uma série de 4 vídeos/spots que podem ser vistos por todos nesta vossa casa.
Ah! E dia 2 passou um documentário de grande qualidade, da jornalista Rita Ferreira, da TVI. Podem visualizar o programa aqui.

Fica a sugestão!

26.4.07

Assim disse Binet

"Há dentro de mim um senhor misterioso, que comanda escravos; vejo os escravos sair de casa e cumprir as ordens recebidas; mas o senhor não o vejo, nunca o vi, jamais o verei; ignoro o que ele é, o que ele quer, o que ele pensa; e todavia esse senhor sou eu."

BINET
1911

6.4.07

Páscoa

Que nesta Páscoa também renasça o que temos de bom!

28.3.07

Abaixo Ass(ass)inado

O Sindicato Nacional dos Psicólogos (SNP) está a promover uma Campanha para a Empregabilidade, contra a "Falta de Psicólogos na Educação e na Saúde".
Os Psicólogos e os trabalhadores em geral vivem momentos difíceis, em que a instabilidade, o desemprego e a precariedade são uma constante.
As alterações aos direitos dos trabalhadores da Administração Pública, fecham cada vez mais as portas também aos Psicólogos.
A carência destes profissionais nos serviços públicos aumenta e não se abrem vagas.
A falta de Psicólogos na Saúde e na Educação não afecta exclusivamenteos Psicólogos, mas a população em geral.
O SNP apela à assinatura do abaixo-assinado on-line e à sua divulgação junto de todos os Psicólogos, estudantes de Psicologia e população em geral.
Sindicato Nacional dos Psicólogos
Rua Jardim do Tabaco, 90 - 2º Dto.
1100-288 Lisboa
Poderá consultar informação sobre a actividade do SNP em: www.snp.pt.
Obrigada pela colaboração.
Março/2007
A Comissão de Clínica e Saúde
Ana Isabel Barreiros

23.3.07

Não resisti!



Courrier Internacional, N.º 102 - 16 a 22 de Março de 2007

"A OBSESSÃO DOS TÍTULOS
O país dos doutores e engenheiros

Um estrangeiro que venha a Portugal poderá pensar que há uma bizarra profusão de médicos. É que nenhum outro povo dá tanto uso ao título de «doutor».
A primeira surpresa para um estrangeiro que aterre em Portugal pode ser o número anormal de médicos que existe no país. Um ouvido atento em qualquer café de Lisboa, à hora das refeições, poderá contar pelo menos uma dúzia de: «Como está, doutor?», «O que é que lhe apetece comer, senhor doutor?», «Hoje temos um excelente arroz de marisco, senhor doutor».
O estrangeiro não deve pensar que, por casualidade, entrou num local mesmo ao lado de um grande hospital. É que, em Portugal, basta ter passado pelas salas de aula de uma universidade para obter o título de doutor. E, muitas vezes, nem é preciso tanto. Uma pessoa que ocupe um cargo de alguma importância ou que tenha, simplesmente, um ar de executivo, pode ser tratada por doutor pelo empregado do restaurante, pelo funcionário de um serviço público, pelas recepcionistas da maioria das empresas, pelas empregadas das lojas e, claro, pelos seus subordinados.
Quando não é doutor, pode ser engenheiro ou arquitecto. E se o empregado se engana, é possível que o próprio doutor, engenheiro ou arquitecto se encarregue de o corrigir. A um estrangeiro soa sempre da mesma maneira: extremamente formal e um tanto ridículo. Sejamos justos: a muitos portugueses também soa ridículo, especialmente aos mais jovens. «Somos o país dos doutores e engenheiros», dizem os críticos, com ironia. A ironia ainda é maior quando os números dizem que apenas dez por cento da população activa portuguesa possui formação universitária, a taxa mais baixa dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico), cuja média é de 23 por cento. Ou, pensando melhor, talvez não seja tão irónico: aqui pode estar a chave do mistério de um tratamento tão diferencial a quem se limitou a frequentar a universidade.
No século XIX e no início do XX, os (poucos) filhos da burguesia e dos grandes proprietários rurais que conseguiam fazer estudos superiores regressavam à terra e eram conhecidos como «doutores», senhores distintos e merecedores de grande reverência. A denominação manteve-se, apesar da democratização, e continua a ter o mesmo significado: é uma forma de admiração, diferença e superioridade que, em muitos casos, os próprios beneficiários se empenham em manter. Mesmo quando não querem aceitar este tratamento, os portugueses vêem-se obrigados a utilizá-lo por estar tão enraizado. Não pôr um título antes do nome de alguém, em certas ocasiões, pode soar muito rude e de má educação. O «senhor» não é suficiente. Por isso, é frequente, na televisão ou na rádio, ouvir um jornalista dizer «engenheiro José Sócrates», se estiver a entrevistar o primeiro-ministro, ou «doutor Mário Soares», se quiser interpelar o ex-Presidente da República. Na maioria dos casos, os portugueses só dão conta de como isso é bizarro quando viajam para o estrangeiro e, ao pagarem com cartão de crédito, o empregado lhes pergunta, ao ver o «Dr.» antes do nome: «Qual é a sua especialidade?». Se viajar para Portugal, saiba que «doctor» em português se diz doutor. Pode ser-lhe muito útil."

Margarida Pinto
El Periódico de Catalunya
Barcelona

16.3.07

Um abraço aos visitantes e um bem-haja pelas palavras de afecto que vão deixando.
Estive fora, estive sem net em casa, apetece-me deixar este "menino" em stand-by por tempo indeterminado.
Até um dia!

6.2.07

Dias




Há dias em que parece que troveja, apesar de não se ver ou ouvir relâmpagos.
Dias em que nos apetece voltar a correr para a cama e desejar com muita força que o dia seguinte chegue rápido e tudo esteja melhor. O sol já brilhe e os pássaros nos embalem.

Há dias em que o coração anda apertado e parece que custa a respirar.
Dias em que sentimos estar ao contrário da corrente e não sabemos como virar o barco.

Há dias em que parece que tanta coisa está errada e nos questionamos se não seremos nós
Dias em que os sorrisos escasseiam e as lágrimas correm à vista ou por dentro.

Há dias tristes e feios, que apetece apagar com toda a força do calendário
Dias em que (quase) se desespera.

Há dias lixados, caramba!

4.2.07

Começar

"Começar já é metade de toda a acção."
Provérbio Grego


2.2.07

Hoje...

... tal como ontem, voltei a pensar bem a fatiota, maquilhei-me sobria e concentradamente e rumei ao Porto, armada em empresária.
Amanhã faz-se a pausa e domingo será o último dia da Interdecoração 2007 , onde o tempo passa a correr, a testa se vai franzindo por diversas razões ou o sorriso se abre, o coração acelera ou quase pára, se encontram conhecidos e se trabalha.
Especialmente hoje (não sei porquê!), senti-me uma profissional, com tudo a que isso possa ter direito.
Não intervim muito, continuo acima de tudo a aprender e a dar o meu ainda humilde contributo, mas senti-me mais "peixe dentro de água".
Dou por mim a confirmar alguns saberes apre(e)ndidos, a absorver um sem fim de novos conhecimentos, a abrir-se-me o apetite.
A ter ideias, a ter vontade de "voltar à escola", de mexer e remexer, de "criar e arriscar".
Talvez o almoço mais formal e de negócios tenha marcado a diferença. Talvez o à vontade que aumenta, a pouco e pouco, com alguns profissionais. Talvez alguns pequenos elogios. Talvez.
Até o sentir que sou "um dois em um" me não comichou hoje. Pelo contrário: fez-me sentir quase polivalente e mais perto de mim.
Aqui a "Maria" de base na cútis, bota afiambrada e blazer, que pinta a unha e coloca um ar mais sério e profissional, é também a "Maria" da calça de ganga, cara-lavada, cachecol comprido de malha, sapateco raso de borracha, que ri à gargalhada, brinca, chora, pula e avança.
Cara ou Coroa, serei sempre a mesma Moeda!

1.2.07

É maior

o direito do adulto a abortar ou o direito da criança a viver?

Continuo sem saber responder, depois de ter tido anos de pura convicção pela despenalização.

E esta, hein?!

Bebel Gilberto

All Around

31.1.07

Pesei-me!

E não gostei nada de ver o raio do ponteiro lançado até parar onde (só) parou.

SOCOOOOOOOOOORRO! Estou enorme!

Já andava desconfiada que algo se passaria, mas fingi que tinha ficado tranquila quando recebi a definição de Calorias (ver post do dia 17/01/2007). Doce engano o meu...
Para lá de me sentir "enchouriçada" na roupa ou o verdadeiro "saco de batatas", tal como o algodão, a descarada da balança não engana :o(
Decidi retomar o meu Yôga, mas pondero umas idas à piscina (coberta nesta altura do ano, pois claro!, e que devia era estar a meia luz quando eu lá estivesse...).
Na próxima semana iniciarei algo, pois assim não gosto.
Como há um par de dias comentava com uma amiga, se não me cuido... qualquer dia estou assim: