25.1.09

The only animals

Sim, somos os únicos animais que:

- cada vez mais decidem a data em que as suas crias nascem, quase sempre sem necessidade;

- aceitam (tantas vezes sem alternativa ou força para contrariar) que estejam pessoas desconhecidas (quantas vezes um "batalhão") à sua volta, a invadir a sua intimidade, num momento tão fortemente belo e único;

- usam drogas, de várias espécies, para "ajudar" o parto;

- têm as suas crias em ambientes frios e desconhecidos, sem as palavras "aconchego" e "carinho" por perto;

- fazem cortes, que são dolorosos!, "para não rasgar";

- não se alimentam ou saceiam a sede durante o trabalho de parto;

- se deixam colocar na posição menos confortável, para si e cria, durante o trabalho de parto;

- têm as suas crias na posição mais difícil, menos fisiológica e confortável;

- têm as suas crias na posição mais confortável, sim!, mas para os técnicos de saúde;

- permitem que a sua cria lhes seja tirada e mostrada a um ou dois metros, sem que fique em contacto "pele com pele", "calor Mãe- Filho", troca de cheiros e olhares, de mimos, carinhos e explosões de amor e surpresa;

- aceitam que a sua cria só lhe seja entregue quase 1h depois (quando não mais), vestida (enchouriçada), sem o seu cheiro e os fluídos de quem, de facto, acabou de nascer e de si;

- não insiste o sificiente para amamentar (quando todas as circunstâncias o permitem), um dos melhores presentes a dar a um filhote - ler aqui é obrigatório!-, indispensável à sobrevivência em todas as outras espécies;

- questiona as outras Mães sobre a qualidade e quantidade do seu leite, deixando-as inseguras e a um passo de passar ao "biberon salvador";

- coloca e é incentivada a colocar a sua cria longe de si, excepto quando a alimenta (dormir com ela, dar colo, embalar - tudo isto cria maus hábitos! Engraçado como os outros animais, quando chega a hora, vão à sua vidinha e seguros, tal como nunca vi um adulto de chupeta na boca...);

- não alimentam as suas crias quando elas pedem, mas impõem-lhes intervalos certos de horas, como se fossem máquinas ou pequenos robots que é preciso olear de x em x horas;

- não podem ficar com as suas crias até elas serem mais autónomas, porque têm de ir trabalhar;

- não podem ficar com o coração pequenino porque deixam a SUA cria com outra pessoa, tantas vezes um ou mais desconhecidos (chama-se a isto instinto e é tão saudável e puro!);

- são criticadas porque têm saudades das suas crias e querem estar com elas ("Que dependência!", "Eles assim nem crescem.");

- acreditam que as crias criam imunidade mais cedo, quanto mais cedo forem para os Infantários (vão à vontade, mas estejam conscientes que só se cria imunidade quando o sistema imunitário está completo, o que só acontece por volta dos 2 ou 3 anos);

- são olhados de lado quando transportam as suas crias o mais perto do calor dos seus corpos (pano ou sling, por exemplo) e não andam de "carrinho XPTO com O padrão da moda" (também andem, mas não critiquem quem não optou assim ou usa as duas coisas!);

Por estas e por outras, me questiono muitas vezes o que quererá dizer, ao certo "racional", dado sermos os únicos "animais racionais".
E o instinto, onde fica? Esse aliado indispensável e que cada vez mais é abafado e esquecido!
Isto de se ser racional tem muitos prós, mas muito contras também!!

Os nossos bebés que o digam!

Looking for "good vibes"



D. is expecting her first baby son, and I'm with them in my heart, today.

She´s at home, with the right company, in one of the most strong and beautiful moments of her life!

Wish you all the good in the world, D. and R. !

15.1.09

Rapidinho, sff!

Hoje a "lua" é outra... mais "infantil", digamos assim.
Tenho de resolver mais esta! E rapidinho, sff!

13.1.09

12.1.09

Chamam-se "Flakes"

São da "Cuetara" e este monstro está-me mesmo a deixar loucamente viciada.

Com esta idade já devia era ter juízo, não?

9.1.09

7.1.09

Ontem

Fiquei com a lua e mais não digo, esperando ser só isso mesmo.

Vou para outras paragens, que é para aí que me apetece ir agora.
Fui!

2.1.09

Obrigada!

Este "Obrigada!" já foi dito há alguns meses a quem de direito, mas só hoje consigo ter uma fotografia e alguns minutos para transformar este "Obrigada!" num post, pois bem o merece.
Único, de uma simplicidade requintada, com um bom gosto extremo e dado, senti-o, com carinho e muita vontade.
Cada vez mais temos tendência a limitar-nos às fotografias no bendito computador. A minha tendência também vai sendo essa, mas não o meu desejo, a minha vontade.
Assim, já transformei para as saudosas fotografias de papel algumas que tinha numa pastona deste bicho e com elas vou "rechear" este álbum que é, sem sombra de dúvidas, magnífico!
Obrigada, C.!